Lockheed T-33A Silver Star

Museu do Ar - Sintra/Portugal 22 de Maio de 2010

O T-33A chegou a Portugal em 1953, nos alvores da era dos jactos, um ano após a criação da Força Aérea Portuguesa (FAP), como ramo independente das Forças Armadas.Os primeiros 15 aviões, provenientes dos EUA, foram recebidos na Base Aérea 2 - Ota, onde formaram inicialmente a "Esquadrilha de Vôo sem Visibilidade", tendo por missão o treino de vôo por instrumentos e a adaptação aos aviões a jacto de pilotos oriundos dos caças convencionais e destinados ao F-84G.Em 1957, os T-33A constituiram a "Esquadra de Instrução Complementar de Pilotagem" (EICP), que foi transferida para a Base Aérea 3 - Tancos, passando a ter a designação definitiva de "Esquadra de Instrução Complementar de Pilotagem de Aviões de Combate" (EICPAC), com a missão de ministrar instrução complementar a pilotos destinados a esquadras de combate.
Em 1960, a EICPAC regressou à Ota, onde permaneceu até 1974, altura em que foi transferida para a Base Aérea 5 - Monte Real.Finalmente, em 1987, foi colocada na Base Aérea 11 - Beja, onde viria a terminar a sua carreira ao serviço da FAP (1990).
Portugal recebeu 35 T-33, dos quais 30 (28 T-33A, 2 RT-33A) T-Bird versão de reconhecimento fotográfico e 5 T-33AN Silver Star, origem canadiana. Efectuou cerca de 65000 horas de vôo, na formação da maioria dos pilotos de combate da FAP.Nenhum jacto na história da FAP, e poucos na história da aeronáutica mundial, sobreviveu tantos anos e foi tão venerado como o T-33.

Fonte: Museu do Ar